Category: letra E


ELMORE JAMES

Guitarrista e cantor,nasceu em Richland, Mississipi, em 27 de janeiro de 1918, e faleceu em Chicago, Illinois, em 24 de maio de 1963. Perpetuador de líderes como Kokoma Arnold e Robert Johnson, atualizou o blues do Delta com seus dramáticos tons vocais e os de guitarra de Johnson.Exerceu influência direta em J.B. Huto, B. B. King e outros músicos. Trabalhou intensamente nos anos 30 e 40 (com um parênteses obrigatório por sua passagem pelo exército),mas não gravou os seus primeiros discos até 1952. Alcançou êxitos notáveis com discos como “Dusty My Broom”, que dá título à recompilação Dust My Broom: The Best Of Elmore James (1992), e “I Believe”, convertidas com o tempo em peças antológicas.

Tracks
The Sky Is Crying
Tracks
01-The Sky is Crying
02- Bobby’s Rock
03-Hold My Baby Last Night
04-Dust My Broom
05-Baby Please Set A Date
06-Rollim’ And Tumblin’
07-I´m Worried
08-(I) Done Somebody Wrong
09-Fine Little Mama
10-I Can´t Stop Lovin You
11-Early One Morning
12-I Need You (Baby)
13-Strange Angels
14-She Done Moved
15-Something Inside Of Me
16-Stranger Blues
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Emerson, Lake & Palmer

Emerson, Lake & Palmer (ou ELP) foi uma banda de rock progressivo britânica formada nos anos 70 por Keith Emerson (teclado), Greg Lake (guitarra, baixo e vocais) e Carl Palmer (bateria). Entrou para história da música por ser a primeira banda de rock a levar um sintetizador, na época um aparelho gigantesco, monofônico e analógico, para um show, em fins da década de 60. Entre os seus sucessos, destacam-se From the Beginning, Lucky Man e Ces’t la vie.

A banda foi formada em 1970. Seu nome quase foi Hendrix, Emerson, Lake, and Palmer (ou HELP). Em 1969, Keith Emerson estava tocando com os The Nice, e Greg Lake estava tocando com o King Crimson. Após tocarem nos mesmos concertos algumas vezes, os dois tentaram trabalhar em conjunto, mas perceberam que seus estilos não eram compatíveis, mas sim complementares. Eles desejavam se tornar uma banda composta por teclado, baixo e bateria, algo que nunca havia sido feito ateriormente, mas sentiram que era algo utópico, e então saíram a procura de um baterista. Antes de confirmar Carl Palmer na banda, Mitch Mitchell (do The Jimi Hendrix Experience) foi contactado. Ele não se interessou mas passou a idéia para Jimi Hendrix. Hendrix, cansado de sua banda e querendo experimentar idéias diferentes, expressou interesse em tocar com o grupo. Por conflitos nas agendas dos músicos isso não foi possível inicialmente, mas o plano era unir Hendrix no Isle of Wight Festival (em 1970). Infelizmente Hendrix faleceu, reduzindo a banda à Emerson, Lake and Palmer.

Os primeiros quatro anos foram muito férteis em criatividade. Lake produziu os primeiros seis álbuns da banda, começando por Emerson, Lake and Palmer (álbum) em 1970, que continha o hit Lucky Man. Tarkus (de 1971), foi o primeiro álbum conceitual de sucesso da banda, descrito como uma história de evolução reversa. A gravação ao vivo de 1971 da interpretação da obra de Modest Mussorgsky Pictures at an Exhibition foi um sucesso, o que contribuiu para a popularidade da banda. O álbum de 1972 Trilogy continha o single mais vendido da banda, From the Beginning.

No final de 1973, o álbum Brain Salad Surgery foi lançado, se tornando o álbum de estúdio mais famoso da banda. As letras foram parcialmente escritas por Peter Sinfield, que foi o criador do conceito King Crimson e único letrista em seus primeiros quatro álbuns. As subsequentes turnês mundiais foram documentadas em uma gravação ao vivo tripla, intitulada Welcome Back my Friends to the Show that Never Ends.

Sua maior apresentação foi o modesto show Isle of Wight Festival, em agosto de 1970, um dos últimos grandes festivais da era Woodstock. No final da apresentação, Emerson e Lake atiram de dois canhões posicionados nas laterais do palco. Em abril de 1974, o ELP era a atração principal do California Jam Festival, sobrepondo banda como Deep Purple. O evento foi televisionado em todo os Estados Unidos, e é considerado como o auge da carreira da banda.

O som do ELP era dominado pelo órgão Hammond e pelo sintetizador Moog de Emerson. As composições da banda eram muito influenciadas pela música erudita do período clássico, com adições de jazz e hard rock. Pode-se dizer que, pelas citações clássicas, a banda se encaixa também no sub-gênero do rock sinfônico.

Em apresentações a banda exibia uma mistura de virtuosidade musical e desempenhos teatrais. Seus shows extravagantes e muitas vezes agressivos receberam muita crítica, apesar de espetáculos do rock posteriores terem extrapolado muito mais nesses quesitos. O teatro se limitava a carpetes persas, um piano girando e um órgão Hammond sendo molestado no palco (era sempre o mesmo piano, chamado L100, sendo sempre reparado durante a noite para o próximo show). Outro fator incomum era que Emerson levava um sintetizador Moog completo (um enorme e complexo instrumento nas melhores condições) para as paresentação, o que adicionava grande complexidade para a realização das turnês.

O ELP parou por três anos para reinventar sua música, mas perdeu contato com a cena musical em transição. Fizeram turnês pelos Estados Unidos e Canadá em 1977 e 1978, com os álbuns “Works vol.2” e “Love Beach”, onde ocorreram certas críticas negativas da impressa e mesmo dos fãs mais incondicionais. No próximo período lançaram também inúmeras coletâneas e registros ao vivo: “Welcome back my friends to the show that never ends. Ladies and gentlemn: Emerson, Lake & Palmer” (74); “In Concert” (79) ; “Best of Emerson lake & Palmer” (80)para manter o contato direto com seu público. Mas com a expansão dos movimentos disco, punk e new wave, a banda não conseguiu mais se manter como inovadores da música. Eles terminaram a banda por conflitos pessoais.

Seu último álbum de estúdio foi Love Beach, em 1978, sendo ignorado pelo próprio trio, que admitiu que ele representava somente obrigações contratuais. Não somente a imprensa mas também os fãs consideraram que a banda estava cansada, algo que Lake admitiu em várias entrevistas. Side One consiste de várias músicas curtas, em uma tentativa de emplacar canções na cena pop. Em Side Two, Memoirs of an Officer and a Gentleman é uma narração de quatro partes da história de um soldado na Segunda Guerra Mundial, com tons de tragédia e triunfo. A capa do álbum mostrou o lado ridículo da banda, e Palmer cita que eles estavam parecendo os Bee Gees.

Em 1985, Emerson e Lake formaram outro ELP, desta vez com o baterista de heavy metal Cozy Powell. Palmer não aceitou participar da reunião, preferindo se manter com o Asia. Rumores também ligavam Bill Bruford à nova formação, mas o ex-baterista do Yes estava com o King Crimson e seu novo grupo Earthworks. Emerson, Lake & Powell teve sucesso razoável, com o single Touch and Go gerando espaço nas rádios e na MTV. Apesar disso, a tensão já antiga entre Lake e Emerson resurgiu na turnê de 1986. Emerson e Palmer posteriormente se uniram a Robert Berry para formar a banda 3, que não nunca obteve sucesso.

A formação original da banda resurgiu em 1992, com o álbum de volta Black Moon. As turnês de 1992 e 1993 tiveram bastante sucesso, culminando na apresentação no Wiltern Theatre em Los Angeles no início de 1993. Mas nessa época Palmer estava sofrendo da síndrome do túnel carpal, e Emerson estava em tratamento por lesão por esforço repetitivo em uma das mãos. Não foi surpresa que o álbum seguinte, In the Hot Seat (1994), não teve muita resposta do público e da mídia.

Emerson e Palmer entraram em turnê novamente. As últimas turnês da banda foram em 1996, 1997 e 1998. Eles se apresentaram no Japão, América do Sul, Europa, Estados Unidos e Canadá. Seu último show foi em San Diego, Califórnia, em 1998. Conflitos com o novo álbum lideraram para um novo fim da banda. Lake insistiu em produzir outro álbum, tendo produzido todos os grandes álbuns do ELP na década de 1970. Emerson reclamava em público (pela Internet), que apesar de Palmer estivesse trabalhando diariamente para manter suas qualidades musicais, Lake não fazia o mesmo esforço.

Emerson fez turnê pelo Reino Unido com sua antiga banda The Nice durante 2003. Palmer fez turnê com a Carl Palmer Band. Lake fez turnê pelos Estados Unidos com Ringo Starr em 2001, e mais recentemente gravou com o The Who

Membros

Keith Emerson – Teclado (ex-Nice)

Greg Lake – Guitarra / Baixo / Vocal (ex-King Crimson)

Carl Palmer – Bateria / Percussão (ex-Atomic Rooster)


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Emerson, Lake & Palmer – 1970
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Live at the Isle of Wight Festival – 1970
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Tarkus – 1971
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Pictures at an Exhibition – 1971
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Trilogy – 1972
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Brain Salad Surgery – 1973
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Welcome Back my Friends to the Show that Never Ends – 1974
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Works volume 1 – 1977
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Works volume 2 – 1977
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Love Beach – 1978
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Emerson, Lake & Powell – 1986
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To the Power of Three – 1988
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Black Moon – 1992
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Works Live – 1993
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Live At The Royal Albert Hall – 1993
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In the Hot Seat – 1994

Erasmo e um Bad Block Fake!


Embora dispense apresentações, trago SIM uma breve biografia do cara que, na moita e sem estardalhaço, é responsável direto por inúmeros grandes sucessos de Roberto. Por força de contrato assinam Roberto Carlos e Erasmo Carlos (a la Lennon-McCartney, todos sabem), porém “ele é o cara”. Tudo bem: ele não canta muito bem. Mas o Roberto também. O lance aqui é sentimento, coração, experiência de vida, trilha sonora para a vida dos outros.
E, além disso, o Erasmo tinha/tem aquele jeito “bandido”, como disse a Rita Lee, ao afirmar que o Erasmo é o pai do rock brasileiro, que ele sempre foi bandidão, o “marginal” na Jovem-Guarda.

E não é que o tal ainda tem o displante de ganhar um prêmio como ator? É, lacrimejantes, Prêmio Coruja de Ouro como melhor ator coadjuvante por sua interpretação no filme “Os Machões”, atuando ao lado de nada menos que Flavio Migliaccio e Reginaldo Farias, que além de excelentes atores sabem tudo de cinema nacional (na minha modesta opinião). E mandou bem, interpretando com os outros dois pirados, três safos que desmunhecam e vão trabalhar num salão de beleza, só pra traçar as gatas. E tá lá o Erasmo: aquele viadão enorme, com um bigodão de Rivelino-na-copa-de-70.


Espécie de “Shampoo” brasileiro – três anos antes do filme de Hal Ashby se tornar clássico instantâneo nos anos 70 – o filme explora uma realidade que, na naquela época distante, já era febre entre as mulheres: os feéricos salões de cabalereiro, visitados como continuação da sala de estar, onde o cabelo, a unha e os cremes viram nobres justificativas para a convivência – pacífica ou não – entre os seres do sexo feminino.

Nessa onda, o trio Didi (Reginaldo Faria), Telecão (Erasmo Carlos) e Juca (Flavio Migliaccio) tem por esse sexo feminino aquela espécie de furor que Nelson Rodrigues [o sempre unânime] descreveria como iracundo, quase obssessivo, antecessor em cinco minutos à gênese da humanidade. Ao conhecer a jovem Mona, que narra as maravilhas da convivência nos salões de beleza, cheios de lindas mulheres, os safos decidem entrar imediatamente para a profissão de cabelereiro.

Extremamente cuidadosos na produção, os irmãos Faria usam e abusam do auxílio luxuoso da trilha sonora de Erasmo Carlos e da onipresente e paradisíaca cidade, vista de um deslumbrante apartamento no alto da Avenida Niemeyer, onde Erasmo é visto dormindo, assediando a arrumadeira e consumindo ovinhos de codorna para melhor desfrute da vida.

O filme é diversão muito boa, ainda mais se considerar sua contextualidade. Ah, sim: foi patrocinado pela Helena Rubinstein. Direção de Roberto Faria.


Começo da carreira

Na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, o garoto Erasmo Esteves cresceu cercado por elementos que tornariam sua identidade musical singular. Já adolescente, fez destacar sua personalidade no meio de um bando de fãs de rock´n´roll e bossa nova que se reunia no hoje famoso Bar Divino, na Rua do Matoso. Tim Maia e Jorge Ben, ambos maníacos por música, faziam parte dessa turma. Logo depois, conheceu o capixaba aspirante a cantor Roberto Carlos, quando do concerto de Bill Haley no ginásio do Maracanãzinho. Aquela visão do herói do rock americano em solo brasileiro abriu a mente de Erasmo: de volta ao bairro, formou os Snakes com os dissidentes de outro grupo local, os Sputniks – que encerraram atividades após lendária briga entre dois de seus integrantes, Roberto Carlos e Tim Maia.


O grupo vocal de Erasmo estrelou algumas aventuras no underground do mercado musical, até ser contratado pela gravadora pernambucana Mocambo como “concorrentes” dos Golden Boys. Na Mocambo, os Snakes gravaram um bolachão de 78 RPM e também um compacto duplo em 1960, antes de chegarem, por fim, a um único LP, “Só Twist”, pela CBS em 1961. Como nem nesta oportunidade o grupo alcançou o sucesso, seu final foi decretado.

Sem seu conjunto e sem a perspectiva de gravação como artista solo, Erasmo foi arranjar trabalho como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial – por intermédio de quem viria a tornar-se crooner do grupo Renato & Seus Blue Caps, em 1962. Com Erasmo dividindo os vocais com o baixista Paulo César, Renato & Seus Blue Caps publicaram seu primeiro LP para a Copacabana. Curiosamente, não muito depois, os Blue Caps acompanhariam o próprio Roberto Carlos na gravação de “Splish Splash”, numa versão para o português feita por Erasmo. O sucesso do disco garantiu não só a contratação de Renato & Seus Blue Caps pela CBS, como também o nascimento da lendária parceria entre Roberto e Erasmo.


Ao mesmo tempo, Erasmo – já com o nome artístico Erasmo Carlos – tornou-se versionista para diversos artistas. Isso, somado ao sucesso de suas parcerias com Roberto, o levou no final de 1964 até a gravadora RGE (mais direcionada à MPB e ao samba), para ser o nome do selo no já disputado mercado do iê-iê-iê. O pop-rock brasileiro, que começara com o rock´n´roll dos anos 50 e havia passado pelo twist do início dos anos 60, chegava ao iê-iê-iê naquele 1964 como um reflexo comportamental local à beatlemania. A Jovem Guarda agrupou as influências do pop britânico e ganhou popularidade definitiva a partir de setembro de 1965 – quando a TV Record estreou o programa Jovem Guarda. Apresentado por Roberto, Erasmo e Wanderléa em São Paulo por três anos seguidos, o programa deu visibilidade para que Erasmo e Roberto se tornassem os principais nomes e também compositores da Jovem Guarda, com talento de sobra para garantir material de qualidade até para os colegas.

Em pouco mais de cinco anos na RGE, que se estenderam até o final dos anos 60, Erasmo gravou discos com acompanhamento dos amigos Renato e seus Blue Caps, os Fevers, The Jet Black´s e The Jordans, além do Som Três de César Camargo Mariano. Participou da Jovem Guarda onde tinha o apelido de Tremendão, imitando as roupas e o estilo de seu ídolo Elvis Presley. Seus maiores sucessos como cantor nessa fase foram Gatinha Manhosa e Festa de Arromba. Com o fim do programa (e do movimento) Jovem Guarda, Erasmo mergulhou ainda mais na bossa e na MPB que vinha tangenciando ao longo dos anos.


O disco Erasmo Carlos e Os Tremendões já é um trabalho transitório na carreira do artista. O LP, de 1969, traz interpretações muito peculiares para canções de compositores da MPB – Caetano Veloso (Saudosismo), Ary Barroso (Aquarela do Brasil, lançada no filme Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa, em que ele atua com Roberto e Wanderléa) e a dupla Antônio Adolfo e Tibério Gaspar (Teletema, canção originalmente interpretada por Regininha, sucesso por ter sido tema da novela Véu de noiva, da Rede Globo). Nessa fase de transição fez sucesso cantando Sentado à beira do caminho e Coqueiro Verde

Década de 70

Na década de 1970, Erasmo assina com a Polygram. Naquele início dos anos 70, a gravadora formou um elenco invejável de MPBistas e lá Erasmo deixaria gravados discos que bem mesclaram suas raízes roqueiras com as tendências da MPB.


A “revolução ingênua” da Jovem Guarda estava esgotada, e Roberto e Erasmo entravam em suas vidas adultas. O Rei, apesar das referências a carros e rebeldia (“120… 150… 200 Km Por Hora”), já ia fundo na fase soul-gospel (“Jesus Cristo”), e Erasmo descobrira sua persona mais poética nas belas “Sentado À Beira Do Caminho” e “Coqueiro Verde”.


No ano seguinte, 1971, viria o lançamento daqueles que são, talvez, seus álbuns definitivos: Roberto Carlos e Carlos, Erasmo. Roberto chegou à fase mais introspectiva de “Detalhes” e “Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos”, escrita para Caetano no exílio de Londres, além de seu primeiro hit de motel, “Amada Amante”.

O Tremendão, curtindo o casamento com Narinha, tendo viajado muito – nos dois sentidos -, e sem a pressão do estrelato, estava atento à realidade, digamos, mais alternativa e psicoativa, apesar de seu canto suave. A revolução sexual aparece em Carlos, Erasmo nas faixas “Masculino, Feminino” e “Não Te Quero Santa”, e as drogas em “Maria Joana”. Os músicos incluem os Mutantes (Serginho, Liminha, Ronaldo), o guitar hero Lanny Gordin (das bandas de Gil, Gal e Macalé), e o maestro Rogério Duprat.

Um who’s who de compositores inclui Caetano (no malemolente arranjo de berimbau para “De Noite Na Cama”), Jorge Ben (“Ninguém Chora Mais” em versão hendrixiana), Marcos Valle e um agressivo Taiguara (“26 Anos De Vida Normal” e “Dois Animais Na Selva Suja Da Rua”, com pegada soul). E, claro, Roberto & Erasmo, no modo surpreendentemente lúcido e intenso de “É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo”, “Mundo Deserto”, “Ciça Cecília”, “Gente Aberta”. Pra se ter uma idéia, o momento bíblico do repertório é… “Sodoma E Gomorra”.


Em 1972 lançaria outra pérola: Sonhos e Memórias – 1941-1972, que reúne músicos como Azymuth, Luizão, Pedrinho, Tavito, Jorge Amidem, Lafayette (inventor do órgão iê-iê-iê), Renato e Paulo César (dos Blue Caps), Roberto (irmão de Wilson) Simonal etc., e é um dos álbuns mais geniais da história da música brasileira.


Sobre esse trabalho encontramos um depoimento do cantor e compositor Hyldon:

“O Erasmo Carlos chamou eu, Luis Vagner e Helinho para gravar um disco com ele, chegamos a iniciar a gravação. Não deu certo, mas Erasmo usou levadas que criamos nas sessões, que não foram aproveitadas no disco que ele concluiu com outras pessoas. Não lembro o nome do disco, mas a música que caracterizava a nossa marca era “Mané João” O que foi legal para mim foi que o Erasmo me convidou pra ir para Argentina e Paraguai e me nomeou diretor musical, com total liberdade para convidar os músicos que eu quisesse. Adivinha quem eu chamei? Claro, o Azymuth. Como o tecladista Zé Roberto [Bertrami] não podia ir, eu chamei o Cidinho, um pianista que havia trabalhado comigo na banda da Eliana Pittman, para substituí-lo. Foi muito bom, porque passamos quase 40 dias viajando e essa convivência com o Mamão e o Alex Malheiros [os componentes do Azymuth, com Bertrami] refletiria no nosso entrosamento na gravação do meu disco, que eu começaria a gravar no ano seguinte”.


O existencialismo prossegue em seus outros LPs – Projeto Salvaterra e Banda dos contentes. Sou uma criança, não entendo nada, Cachaça mecânica e Filho único são algumas canções de destaque no período. Pelas esquinas de Ipanema, seu LP de 1978, inclui uma impactante canção que denuncia o descaso do homem com a ecologiaPanorama Ecológico.


Anos 80

Erasmo Carlos começa os anos 80 com um projeto ambicioso. Erasmo Carlos convida… é um pioneiro projeto no Brasil. Foram 12 canções interpretadas em dueto – com artistas como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, A Cor do Som, As Frenéticas,Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia e Jorge Ben. A faixa de abertura do álbum foi a que teve maior destaque nas rádios – Sentado à beira do caminho, com Roberto Carlos.


No ano seguinte, o LP Mulher tem uma grande repercussão, com as canções Mulher (sexo frágil) (escrita com sua mulher, Narinha)e Pega na mentira . O sucesso na mídia (que continuou com Amar pra viver ou morrer de amor, (1982)) trouxe uma cobrança para Erasmo — assim como o parceiro Roberto Carlos (no auge do sucesso), ele deveria lançar um trabalho inédito todos os anos. Lentinha para tocar no rádio, como disse o cantor ao relembrar seus discos na época. Embora seja a década com mais lançamentos de trabalhos novos, Erasmo tem algumas ressalvas sobre os seus discos a partir da segunda metade da década – Buraco negro (1984), Erasmo Carlos (1985), Abra seus olhos (1986) e Apesar do tempo claro… (1988). O disco de 1988 seria seu último na PolyGram.


Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que numa participação especial diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.


Em 1989, ele ainda faria o álbum ao vivo Sou uma criança, com participações de Léo Jaime e dos grupos Kid Abelha e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e lançados pela gravadora pequena SBK.


Anos 90

Nos anos 90, o trabalho de Erasmo apareceu de forma bissexta na canção. Além de sempre assinar com Roberto Carlos as canções feitas para seus discos anuais, ele lançou dois discos. Homem de rua, lançado pela Sony Music em 1992, chegou a ter repercussão com a faixa-título, que fez parte da trilha da telenovela De corpo e alma, mas a canção era tema do personagem de Guilherme de Pádua, que, ao lado da esposa Paula Tomás, assassinou a atriz Daniela Perez, num crime que chocou o país. Outra gravação de destaque foi A carta, na qual Erasmo cantou com Renato Russo.


Em 1995, ele voltou a ter destaque nas comemorações dos trinta anos da Jovem Guarda, que rendeu discos e shows. No ano seguinte, Erasmo gravou o álbum É preciso saber viver, com regravações de canções de seu repertório. O destaque foi para Do fundo do meu coração, dueto com Adriana Calcanhotto.


Século XXI

Após trabalhar mais esporadicamente durante a década de 90 (quando regravou antigos sucessos, participou de homenagens à Jovem Guarda e de discos-tributos vários), Erasmo adentrou o terceiro milênio contratado pela Abril Music. Em 2001, completou 60 anos e lançou seu 22º disco, “Pra Falar de Amor”, que traz interpretações dele para canções apenas suas, além de cançòes de Kiko Zambianchi e Marcelo Camelo. O destaque é “Mais um na multidão”, dueto com Marisa Monte e de autoria de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown. “O melhor amigo do Rei recupera, enfim, o lugar a que faz jus”, saudou a revista Época. “Erasmo ainda é demais para nossos pobres corações”, deliciou-se a Folha de São Paulo. O show desse álbum foi lançado depois em CD e DVD: “Erasmo Ao Vivo”, que, além de registrar um momento histórico de um mito da música brasileira, ajudou a compor um painel de sua vasta obra – com um mini-documentário contando com depoimentos de Erasmo, Rita Lee, Gilberto Gil, Wanderléa, Marina Lima, Adriana Calcanhotto, Renato Barros e Roberto Menescal.


No final de 2002, os 40 anos de carreira de Erasmo foram comemorados com o lançamento da caixa “Mesmo Que Seja Eu” – contendo toda a sua discografia no período 1971-1988, recheada de material bônus raro e inédito. No ano seguinte, ao final do 10º Prêmio Multishow de Música, Erasmo foi o grande homenageado da noite – com um prêmio especial pelo conjunto da obra. Erasmo estabeleceu parcerias novas com amigos como Roberto Frejat e Max de Castro, e no início de 2004, lançou seu trabalho mais autoral: Santa Música, com doze canções de autoria apenas de Erasmo Carlos.


Além da faixa-título, destaca-se a faixa Tim, feita em homenagem a Tim Maia, e produzido por Marcelo Sussekind. Com sua capa provocante e uma sonoridade moderna sem deixar o lado bom do som vintage, o novo trabalho confirmava o que todos já percebiam: Erasmo Carlos entrou no novo milênio com toda disposição, e – para a felicidade de todos – com o bom humor e a inteligência que sempre lhe foram peculiares


Em 2007, Erasmo novamente lançou um disco no qual recebe convidados. Erasmo Carlos convida – Volume II apresenta novos encontros musicais em que Erasmo interpreta parcerias dele com Roberto. Adriana Calcanhotto, Lulu Santos, Simone, Marisa Monte, Milton Nascimento e as bandas Skank e Los Hermanos estão entre os convidados. A faixa de maior destaque nas rádios é Olha, cantada com Chico Buarque, e tema da novela das 21 horas, Paraíso tropical (Rede Globo).



Textos encontrados na Wikipédia, e nos sites:

http://www.gardenal.org/bscene/musica/discografia.htm#erasmo (sobre o álbum “Carlos, Erasmo”).

http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2006/01/hyldon-guitarras-violinos-e.html (depoimento do Hyldon).

http://estranhoencontro.blogspot.com/2006/11/os-maches.html (comentários sobre o filme “Os Machões”).


Carlos, Erasmo (1971)

01 De noite, na cama
02 Masculino, feminino (part. Marisa Fossa)
03 É preciso dar um jeito, meu amigo
04 Dois animais na selva da rua
05 Gente aberta
06 Agora ninguém chora mais
07 Sodoma e Gomorra
08 Mundo deserto
09 Não te quero santa
10 Ciça, Cecília (tema de Ciça)
11 Em busca das canções perdidas
12 26 anos de vida normal
13 Maria Joana
14 A semana inteira (bônus)

Sonhos e Memórias: 1941-1972 (1972)

01 Largo da segunda-feira
02 Mané João
03 Bom dia ronck’n’roll
04 Grilos
05 Minha gente
06 Mundo cão
07 Sorriso dela
08 Sábado morto
09 É proibido fumar
10 Vida antiga
11 Meu mar
12 Preciso encontrar um amigo

(nenhum arquivo com senha)
creditos lagrima psicodelica


Banda Brasileira de Rock Psicodélico -> Download

Escutem essa : 03.Vecchio novo (José Márcio Pereira – Cláudio Lucci)

01.Caxangá (Milton Nascimento – Fernando Brant)
02.Colagem (Cláudio Lucci)
03.Vecchio novo (José Márcio Pereira – Cláudio Lucci)
04.Morro velho (Milton Nascimento)
05.Qualquer dia (Vitor Martins – Ivan Lins)
06.Romaria (Renato Teixeira)
07.A dama do apocalipse (Crispin – Nathan Marques)
08.Cartomante (Vitor Martins – Ivan Lins)
09.Sentimental eu fico (Renato Teixeira)
10.Transversal do tempo (Aldir Blanc – João Bosco)

Europe


Boxset/Compilation, released in 2003


Tracklisting / Tracks / Songs / Faixas / Músicas:


disc 1:

1. Decay Of Logos (8:17)
2. Lost (The Decision)?? (5:01)
3. The Midnight Fire / The Victory Of Mental Force (8:06)
4. Master Of Sensation (5:59)
5. Silhouette (Edit) (3:26)
6. The Bells Of Notre Dame (Remix) (6:18)
7. Sphinx (6:42)
8. All Life Is One (6:27)
9. Rainbow (5:13)
10. Point Of No Return (5:25)
11. Ro Setau (Edit) (5:00)
12. Poseidon’s Creation (Live, previously unreleased) (11:28)

Total Time: 77:29

disc 2:
1. Time To Turn (4:31)
2. End Of An Odyssee (9:23)
3. Voyager Of The Future Race (6:25)
4. At The Gates Of Dawn (Instrumental) (4:14)
5. The Tides Return Forever (6:35)
6. The Sun-Song (4:51)
7. Follow The Light (9:45)
8. The Apocalypse (14:52)a) Silent Cries Divide The Nights b) The Vision – Burning c) Force Majeure
9. Illuminations (Remix) (6:14)
10. The Answer (11:19)

Total Time: 78:15

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Banda de rock progressivo Holandesa -> Download

Quanto mais eu acredito que já ouvi tudo…
Vem a surpresa de ouvir e compartilhar esta maravilha…

Escutem 01.Atlantis !!!

01.Atlantis
02.MaybeTomorrow,MaybeTonight
03.Interlude
04.Fanfare
05.ThemeFromAtlantis
06.Love,PleaseCloseTheDoor

Boa viagem

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Europe

Front 2009 – Last Look at Eden

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Secret Society - Capa 2006 – Secret Society

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Start From The Dark - Capa 2004 – Start From The Dark

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Prisoners in Paradise - Capa 1991 – Prisoners in Paradise

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Out of this World - Capa 1988 – Out Of This World

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The final countdown - Capa 1986 – The Final Countdown

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Wings of Tomorrow - Capa 1984 – Wings Of Tomorrow

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Europe - Capa 1983 – Europe

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Senha/Pass: erawilson

Electric Light Orchestra

1999 – The BBC Sessions

320 Kbs/Vbr
100Mb